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domingo, 13 de fevereiro de 2011

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO SUAS HABILIDADES

Retomando o post anterior e dando continuidade à análise dos processos envolvidos na escolha do caminho profissional, vamos ver como fazer a diferença ou simplesmente fazer diferente para se destacar no mercado.

Vamos falar das características do empreendedor e como esse indivíduo se diferencia do resto da mão de obra disponível.

Vamos investigar, através de um exemplo prático, como aproveitar ao máximo suas habilidades no dia a dia e maximizar resultados.

No site do Empretec, SEBRAE-RJ, http://empretec.sebrae.com.br/2010/05/05/as-dez-caracteristicas-do-empreendedor/, podemos acessar as dez características do empreendedor:

  1. Busca de oportunidade e iniciativa (se antecipar aos fatos e criar novas oportunidades de negócios)
  2. Persistência (enfrentar os obstáculos decididamente)
  3. Correr riscos calculados (assumir desafios ou riscos moderados e responder pessoalmente por eles)
  4. Exigência de qualidade e eficiência (decisão de fazer sempre as expectativas de prazos e padrões de qualidade)
  5. Comprometimento (com o cliente e com o próprio empresário)
  6. Busca de informações (busca pessoalmente, consulta especialistas)
  7. Estabelecimento de metas (estabelece metas de longo e curto prazo mensuráveis)
  8. Planejamento e monitoramento sistemáticos (planeja e aprende a acompanhá-lo sistematicamente a fim de atingir as metas a que se propôs)
  9. Persuasão e rede de contatos (saber persuadir e utilizar sua rede de contatos atuando para desenvolver e manter relações comerciais)
  10. Independência e autoconfiança (busca autonomia em relação a normas e procedimentos para alcançar o sucesso)
É difícil dizer qual dessas características desponta como mais importante. Talvez não haja uma única característica que devamos elevar a tal posto. Talvez devamos entender que a combinação dessas dez características é o que constitui o indivíduo empreendedor.

Pode-se notar, no entanto, a crescente onda de indivíduos empreendedores. Aqueles que abrem seus próprios negócios, têm idéias inovadoras e as colocam em prática, vencendo desafios e obstáculos ao longo do caminho, aqueles que assumem riscos para investir num sonho, numa idéia que os faça se sentirem realizados.

Não por menos, nossa sociedade vem absorvendo cada vez mais esses indivíduos, caracterizando uma cultura inovadora e criativa, que investe e aposta no potencial empreendedor de seus cidadãos. Esse investimento ainda é tímido, porém, as próprias características empreendedoras forçam a sociedade a sustentar e investir cada vez mais nesses indivíduos.

Sem dúvida, seja qual for a escolha do indivíduo - seguir uma vida de empregado, tranqüilo e sem maiores responsabilidades exceto as atribuições de seu cargo ou abrir sua própria empresa e correr os riscos para alcançar seus objetivos -, a característica que deve ser relevada é a reflexão.

A capacidade de refletir sobre as escolhas, planejar seu caminho, vislumbrar as oportunidades de negócio e distinguir o joio do trigo, esta sim, a reflexão, deve ser elevada ao posto de característica mais importante para um indivíduo.

Sem a reflexão nenhum indivíduo será capaz de trilhar um caminho de sucesso e reconhecimento profissional. Refletir é um exercício que exige maturidade e habilidade de responder aos diferentes obstáculos do dia a dia. Saber reconhecer o erro para corrigi-lo e não cometê-lo novamente é certamente um efeito da reflexão sem barreiras.

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO SUAS HABILIDADES

Saí para uma festa com alguns amigos e voltei para casa lá pelas quatro da manhã. Quando cheguei no condomínio, enquanto aguardava o portão abrir, notei que um dos porteiros me esperava ansiosamente.
Não entendi o que estava acontecendo e nem me perguntei muito mais.
Quando atingi o ponto onde estava em pé, ele fez um sinal como se quisesse falar comigo alguma coisa muito importante. Será que teria correspondência àquela hora?!
- O senhor pode me dar uma carona?! Perguntou-me o porteiro, daquela maneira que todas as pessoas fazem quando querem alguma coisa, usando de pretensa educação e se colocando numa posição de inferioridade.
Ora, senhor, eu?! Está certo que os cabelos grisalhos revelam certa idade, mas, senhor?! Além do mais eram quatro da madrugada, não dava para ver meus cabelos grisalhos!

Tiro dessa situação, à primeira vista ridícula, um aprendizado para a vida pessoal e, sobretudo, profissional.

Poderia ter agido de duas maneiras basicamente:

1. Poderia ter recusado a carona, informando-lhe educamente que considerava o pedido inapropriado.

Esta primeira reação revela alguns aspectos: primeiramente, certamente o porteiro iria pensar "mas que cara sovina", " não quer me dar uma carona", "o que custa"? Realmente, não custaria nada dar-lhe a carona.
Porém, como não me preocupo muito com o que os outros pensam, o que restaria dessa situação seria, simplesmente, a rejeição sentida pelo porteiro e a minha indignação incompreendida daquele pedido.

2. Poderia ter aceitado dar-lhe a carona e informado o porteiro do inconveniente pedido.

Foi essa, aliás, minha escolha. Refleti rapidamente sobre a primeira opção e achei que não seria entendido. Ao escolher a segunda opção, tive que decidir com agilidade o que diria para, além de não ser mal entendido, transmitir as razões de maneira clara e objetiva sobre o inconveniente.

Estendi-lhe o braço para abrir a porta do carro e disse para entrar no carro. Ao entrar, o porteiro agradeceu repetidas vezes, como num gesto automático para afastar qualquer sensação de estranhamento e desconforto.
No entanto, conduzi lentamente para ter tempo suficiente para explicar-lhe algumas coisas relativas àquela situação.
Comecei por me apresentar, perguntei seu nome, há quanto tempo trabalhava no condomínio, se estava gostando, se cumpria horários certos ou se os turnos mudavam. Sinceramente, as respostas não me interessavam. Eu queria fazê-lo se sentir confortável e aberto o suficiente para entender o que estava para lhe dizer.
Quando chegamos no ponto em que deveria deixá-lo, pedi para que me desse alguns segundos de sua atenção. Senti imediatamente aquele mal-estar com minha imposição. Porém, não poderia perder o momentum. Isso sim é aproveitar ao máximo suas habilidades.
Disse-lhe que, apesar de um pedido simples e honesto, ele não deveria pedir carona aos moradores. Nem tanto pela aproximação inapropriada, mas sim pela relação dele com o trabalho e seus deveres no cumprimento de sua função.
Ele pareceu fechar-se, física e mentalmente, sem entender por completa a minha mensagem.
Fiz questão de explicar-lhe que numa relação de trabalho e no exercício de sua função, ele deveria entender que eu sou o cliente que está pagando por seus serviços e que ele deveria saber do inconveniente e falta de propósito daquele pedido.
Ele se desculpou mais para sair rapidamente daquela situação do que pelo reconhecimento de seu erro.
Agradeci pela atenção e esperava que aquela conversa tivesse algum efeito positivo sobre sua conduta futura no ambiente de trabalho.

O que pode se tirar de uma situação como essa?

Sem entrar em maiores detalhes: essa situação nos mostra que a todo momento podemos ser abordados - seja no trabalho, seja na vida cotidiana - por pedidos e interjeições que inicialmente não compreendemos ou simplesmente não conseguimos acessar com a agilidade necessária as melhores respostas a essas situações.

Dessa forma, entende-se que a capacidade de interagir, transmitindo idéias, conceitos, condutas e comportamentos que consideramos apropriados ou inapropriados, é reflexo de nossa própria reflexão a respeito do que podemos tirar de cada situação da vida.

Aprenda, portanto, a observar suas habilidades e tire o maior proveito delas. Assim, não desperdice nenhuma situação, por mais estúpida que possa parecer, pois ela servirá de treinamento e aprendizado contínuo no exercício de suas habilidades.

PARA O PRÓXIMO POST

Vamos continuar investigando situações reais que revelam modos de aproveitar ao máximo nossas habilidades e, ainda, elucidar com mais profundidade as características empreendedoras que existem em todos nós.

TRILHA SONORA DO POST





domingo, 30 de janeiro de 2011

ECONOMIA, SOCIEDADE E TRABALHO

Como foi dito no BEABÁ DE JOBS AND CAREER, hoje 'analisaremos mais detalhadamente os aspectos humanos e sociais envolvidos no processo decisório, nas relações e interações do dia a dia, e em como manter uma postura ativa diante das situações de vida'.

Porém, como é de praxe, vamos iniciar o post com algumas informações relevantes para quem está iniciando seu caminho profissional ou quer construir uma carreira sólida e satisfatória - financeira, social e pessoalmente.

Portanto, como podemos tirar um maior proveito dos recursos disponíveis em uma economia?

Inicialmente,
é de suma importância qualquer pessoa estar atenta à economia de seu país

- pelo menos conhecer seus indicadores, PIB, Censo, FGV, Bovespa -,

conhecer sua história, manifestações culturais e regionais

- profundo conhecimento de sua localidade e conhecimento geral sobre as regiões e seus estados -,

identificar as relações de trabalho, suas hierarquias e caminhos de crescimento

- posicionar-se no mercado, abrir portas e enriquecer network.

Os três setores da economia, de certa forma, organiza a visão geral das relações de trabalho e seus espaços de interação. Sem dúvida, as relações de trabalho em empresas do setor primário são distintas das relações do setor secundário ou terciário.

Ter claro seu objetivo estratégico e suas metas profissionais é fundamental para decidir aprofundar-se em qualquer ramo. A escolha acertada do caminho profissional ou da carreira é um ingrediente valioso para a auto-realização e alcance de objetivos pessoais - seja comprar um imóvel, um carro, uma lancha, investir na bolsa, em títulos públicos, etc. 

Em http://www.suapesquisa.com/geografia/setores_economia.htm você terá acesso a informações sobre os setores da economia de maneira clara e objetiva.

Dependendo da área de escolha do profissional será fundamental aprofundar esses conceitos e suas relações em constante mudança.

PROCESSO DECISÓRIO

Para alguns escolher é simples como acordar de manhã e arrumar-se para trabalhar. Mas para muitos escolher não é tão simples, exige reflexão, análise das variáveis, pesquisa. 

Esse processo decisório acompanha o ser humano desde seus primórdios. As escolhas de 60 mil anos atrás exigiam menos reflexão e mais reação ao meio, adaptação e sobrevivência. O que aconteceu durante esses milhares de anos de suposta 'evolução' é a resposta ou o reflexo do aprimoramento humano em organizar-se em sociedade, hierarquizar processos em sua economia, julgar decisões políticas e construir o legado cultural e o patrimônio da humanidade. 

Essa construção ativa de conhecimento pertence ao ímpeto humano de criar e desenvolver técnicas, ferramentas que transformam o mundo e as relações comerciais e de trabalho. 

Aliado a esse desenvolvimento o ímpeto humano tem que organizar e planejar seus setores estratégicos e suas áreas de interesse. Do mesmo modo, o profissional tem que organizar e planejar sua estratégia para atingir seus objetivos. Vemos, portanto, que, tanto no nível macro quanto no micro, a estratégia, a organização e o planejamento são fundamentais para conquistar quaisquer objetivos.

ASPECTOS HUMANOS

Basicamente podemos citar o lado emocional-afetivo como principal regulador do processo decisório. Isto é, são as necessidades emocionais-afetivas que desencadeiam o processo decisório. A partir de uma sensação de incômodo, mal-estar ou indefinição, o indivíduo irá escolher o caminho a seguir na tentativa de amenizar ou solucionar aquele incômodo.

Saber lidar com as emoções é fundamental para um bom desempenho no trabalho e no alcance de objetivos. Uma atitude pró-ativa, determinação e perseverança são peças-chave para o sucesso. Contudo, isto não quer dizer que devemos tentar suprimir ou inibir as emoções no ambiente de trabalho. O que se deve buscar é a consciência das emoções e dos estados afetivos, identificando, por conseguinte, as variações de humor a que estamos todos subordinados.

Outro aspecto humano importante, vale dizer, é o potencial criador e inovador dos indivíduos. Numa sociedade global cada vez mais voltada para serviços (terceiro setor), a criatividade e a inovação são aspectos que hoje deixaram de ser simples adjetivos que colocamos na carta de intenção e constituem diferencial no mercado de trabalho.

Desde a solução de problemas até uma comunicação eficaz, a criatividade e a inovação fazem parte do cotidiano de todos e devem ser alimentadas continuamente através de cursos e técnicas próprias ao seu desenvolvimento e aperfeiçoamento.

ASPECTOS SOCIAIS

A influência dos aspectos sociais no processo decisório é clara e indubitável. Da valorização de determinada área ou setor, da herança familiar num ramo específico de negócio, do status conferido a certa profissão. Tudo isto influencia na maneira como o indivíduo identifica oportunidades e ameaças, as analisa e realiza seu planejamento profissional.

Outro aspecto social mais abrangente que influencia no processo decisório é o grau de amadurecimento da economia local e o quanto são determinantes os processos industriais e comerciais no desenvolvimento do mercado de trabalho em determinada localidade.   

ÁREAS DE INTERESSE

Para quem está apenas começando na vida profissional e já se pergunta sobre as oportunidades e opções mais valorizadas no mercado de trabalho atual, é crucial conhecer a organização das principais áreas de conhecimento científico.

A entrada no universo da formação técnica ou de ensino superior é etapa primordial no desenvolvimento futuro do profissional. A escolha de um curso é o primeiro passo para conquistar sua carreira. Por isso mesmo deve ser cercada de orientação e clareza de informações.

Pesquise as diferentes instituições de interesse, suas coordenações, centros de estudos aplicados, organograma dos cursos e, se possível, entre em contato com o coordenador ou algum professor.

Visitas aos campi e assistir aulas como ouvinte são dicas interessantes que podem acrescentar muito na identificação do curso e da instituição.

Se a dúvida for o que fazer, tente fazer o seguinte exercício: pergunte-se quem sou eu? Quais são meus interesses? Como é a minha personalidade? Quais são meus valores? Respondendo abertamente às questões, qualquer pessoa estará um pouco mais próxima de escolher com certeza e clareza necessárias para um caminho de sucesso e auto-realização.

Esse quadro pode ser enriquecido com uma planilha simples na qual podemos inserir objetivos (pessoais, profissionais, familiares, sociais, físicos, etc.) no tempo, estabelecendo maneiras para atingi-los e resultados esperados (aqui, pode-se ainda incluir um 'presente', algo que a pessoa pode se dar de presente caso alcance a meta, como uma recompensa).

Essa recompensa é fundamental para motivar e dar nova força na luta diária para atingir nossos objetivos pessoais e profissionais.

CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE

O conhecimento a respeito dos processos psicológicos envolvidos na vida das pessoas está cada vez mais acessível e desmistificado. A personalidade deixou de ser conceito científico para cair no vocabulário popular. Essa banalização do termo não colabora para a orientação profissional, originando um falso conhecimento sobre os processos envolvidos na constituição da personalidade individual.

Sabe-se, primeiramente, que dispomos de uma personalidade coletiva, na qual reunimos aspectos de nossa cultura e de nossos ancestrais. Carregamos predisposições e valores que atuam com uma dupla função : ajudar na esclarecimento das escolhas ou atrapalhar no processo decisório através de barreiras e obstáculos criados por nós mesmos.

Basicamente, precisamos observar na personalidade coletivas os aspectos que influenciam positivamente e negativamente nossas escolhas e o mercado que desejamos ingressar. Mais uma vez é fundamental coletar informações, pesquisar, organizar e planejar para que o processo decisório esteja de acordo com as metas pessoais do indivíduo.

As características da personalidade individual podem ser vistas, em grosso modo, da seguinte maneira:

Pessoas introvertidas - aquelas que refletem bastante, têm dificuldade em se expressar em público, preferem áreas mais exatas, cujo relacionamento interpessoal seja baseado em conhecimento técnico e validação científica, uma vez que o estudo aprofundado é característica básica do introvertido.

Pessoas extrovertidas - aquelas que se comunicam bem em público, carismáticos, refletem menos, preferem áreas mais humanas e sociais, cuja interpessoalidade se baseie na comunicação e no contato efetivo entre pessoas.

Pessoas inibidas - são aquelas que, assim como os introvertidos, refletem bastante antes de se expressar, porém, o inbido, mesmo com conhecimento técnico ou validação científica, procura evitar argumentos e confrontos de idéias. Evitam qualquer tipo de interpessoalidade e quando exigidos, agem de maneira quase imperceptível.

Pessoas desequilibradas - são aquelas que por motivos emocionais, biológicos e/ ou sociais, possuem grande dificuldade em coordenar suas escolhas durante a vida. As desequilibradas não necessariamente chamam a atenção, mas sua forma e seu processo decisório estão baseados em conceitos e atitudes muitas vezes inadequados à situação do mercado de trabalho ou das áreas de interesse do local.

Com esse breve resumo dos aspectos sociais e humanos relacionados ao processo decisório, somado ao levantamenteo de algumas características da personalidade, podemos fazer a deixa para o próximo post:

MOMENTO ATUAL DA CARREIRA E PONTO FUTURO

No póximo post iremos abordar primordialmente a identificação clara e objetiva do momento atual da carreira e o ponto futuro desejado pela pessoa.

Nesse sentido, disponibilizaremos de uma linha do tempo, muito útil para organizar experiências passadas, reacessá-las através de depoimentos e arquivos, e, acima de tudo, excelente ferramenta para planejamento de metas e objetivos estratégicos para sua carreira.

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