domingo, 13 de fevereiro de 2011

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO SUAS HABILIDADES

Retomando o post anterior e dando continuidade à análise dos processos envolvidos na escolha do caminho profissional, vamos ver como fazer a diferença ou simplesmente fazer diferente para se destacar no mercado.

Vamos falar das características do empreendedor e como esse indivíduo se diferencia do resto da mão de obra disponível.

Vamos investigar, através de um exemplo prático, como aproveitar ao máximo suas habilidades no dia a dia e maximizar resultados.

No site do Empretec, SEBRAE-RJ, http://empretec.sebrae.com.br/2010/05/05/as-dez-caracteristicas-do-empreendedor/, podemos acessar as dez características do empreendedor:

  1. Busca de oportunidade e iniciativa (se antecipar aos fatos e criar novas oportunidades de negócios)
  2. Persistência (enfrentar os obstáculos decididamente)
  3. Correr riscos calculados (assumir desafios ou riscos moderados e responder pessoalmente por eles)
  4. Exigência de qualidade e eficiência (decisão de fazer sempre as expectativas de prazos e padrões de qualidade)
  5. Comprometimento (com o cliente e com o próprio empresário)
  6. Busca de informações (busca pessoalmente, consulta especialistas)
  7. Estabelecimento de metas (estabelece metas de longo e curto prazo mensuráveis)
  8. Planejamento e monitoramento sistemáticos (planeja e aprende a acompanhá-lo sistematicamente a fim de atingir as metas a que se propôs)
  9. Persuasão e rede de contatos (saber persuadir e utilizar sua rede de contatos atuando para desenvolver e manter relações comerciais)
  10. Independência e autoconfiança (busca autonomia em relação a normas e procedimentos para alcançar o sucesso)
É difícil dizer qual dessas características desponta como mais importante. Talvez não haja uma única característica que devamos elevar a tal posto. Talvez devamos entender que a combinação dessas dez características é o que constitui o indivíduo empreendedor.

Pode-se notar, no entanto, a crescente onda de indivíduos empreendedores. Aqueles que abrem seus próprios negócios, têm idéias inovadoras e as colocam em prática, vencendo desafios e obstáculos ao longo do caminho, aqueles que assumem riscos para investir num sonho, numa idéia que os faça se sentirem realizados.

Não por menos, nossa sociedade vem absorvendo cada vez mais esses indivíduos, caracterizando uma cultura inovadora e criativa, que investe e aposta no potencial empreendedor de seus cidadãos. Esse investimento ainda é tímido, porém, as próprias características empreendedoras forçam a sociedade a sustentar e investir cada vez mais nesses indivíduos.

Sem dúvida, seja qual for a escolha do indivíduo - seguir uma vida de empregado, tranqüilo e sem maiores responsabilidades exceto as atribuições de seu cargo ou abrir sua própria empresa e correr os riscos para alcançar seus objetivos -, a característica que deve ser relevada é a reflexão.

A capacidade de refletir sobre as escolhas, planejar seu caminho, vislumbrar as oportunidades de negócio e distinguir o joio do trigo, esta sim, a reflexão, deve ser elevada ao posto de característica mais importante para um indivíduo.

Sem a reflexão nenhum indivíduo será capaz de trilhar um caminho de sucesso e reconhecimento profissional. Refletir é um exercício que exige maturidade e habilidade de responder aos diferentes obstáculos do dia a dia. Saber reconhecer o erro para corrigi-lo e não cometê-lo novamente é certamente um efeito da reflexão sem barreiras.

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO SUAS HABILIDADES

Saí para uma festa com alguns amigos e voltei para casa lá pelas quatro da manhã. Quando cheguei no condomínio, enquanto aguardava o portão abrir, notei que um dos porteiros me esperava ansiosamente.
Não entendi o que estava acontecendo e nem me perguntei muito mais.
Quando atingi o ponto onde estava em pé, ele fez um sinal como se quisesse falar comigo alguma coisa muito importante. Será que teria correspondência àquela hora?!
- O senhor pode me dar uma carona?! Perguntou-me o porteiro, daquela maneira que todas as pessoas fazem quando querem alguma coisa, usando de pretensa educação e se colocando numa posição de inferioridade.
Ora, senhor, eu?! Está certo que os cabelos grisalhos revelam certa idade, mas, senhor?! Além do mais eram quatro da madrugada, não dava para ver meus cabelos grisalhos!

Tiro dessa situação, à primeira vista ridícula, um aprendizado para a vida pessoal e, sobretudo, profissional.

Poderia ter agido de duas maneiras basicamente:

1. Poderia ter recusado a carona, informando-lhe educamente que considerava o pedido inapropriado.

Esta primeira reação revela alguns aspectos: primeiramente, certamente o porteiro iria pensar "mas que cara sovina", " não quer me dar uma carona", "o que custa"? Realmente, não custaria nada dar-lhe a carona.
Porém, como não me preocupo muito com o que os outros pensam, o que restaria dessa situação seria, simplesmente, a rejeição sentida pelo porteiro e a minha indignação incompreendida daquele pedido.

2. Poderia ter aceitado dar-lhe a carona e informado o porteiro do inconveniente pedido.

Foi essa, aliás, minha escolha. Refleti rapidamente sobre a primeira opção e achei que não seria entendido. Ao escolher a segunda opção, tive que decidir com agilidade o que diria para, além de não ser mal entendido, transmitir as razões de maneira clara e objetiva sobre o inconveniente.

Estendi-lhe o braço para abrir a porta do carro e disse para entrar no carro. Ao entrar, o porteiro agradeceu repetidas vezes, como num gesto automático para afastar qualquer sensação de estranhamento e desconforto.
No entanto, conduzi lentamente para ter tempo suficiente para explicar-lhe algumas coisas relativas àquela situação.
Comecei por me apresentar, perguntei seu nome, há quanto tempo trabalhava no condomínio, se estava gostando, se cumpria horários certos ou se os turnos mudavam. Sinceramente, as respostas não me interessavam. Eu queria fazê-lo se sentir confortável e aberto o suficiente para entender o que estava para lhe dizer.
Quando chegamos no ponto em que deveria deixá-lo, pedi para que me desse alguns segundos de sua atenção. Senti imediatamente aquele mal-estar com minha imposição. Porém, não poderia perder o momentum. Isso sim é aproveitar ao máximo suas habilidades.
Disse-lhe que, apesar de um pedido simples e honesto, ele não deveria pedir carona aos moradores. Nem tanto pela aproximação inapropriada, mas sim pela relação dele com o trabalho e seus deveres no cumprimento de sua função.
Ele pareceu fechar-se, física e mentalmente, sem entender por completa a minha mensagem.
Fiz questão de explicar-lhe que numa relação de trabalho e no exercício de sua função, ele deveria entender que eu sou o cliente que está pagando por seus serviços e que ele deveria saber do inconveniente e falta de propósito daquele pedido.
Ele se desculpou mais para sair rapidamente daquela situação do que pelo reconhecimento de seu erro.
Agradeci pela atenção e esperava que aquela conversa tivesse algum efeito positivo sobre sua conduta futura no ambiente de trabalho.

O que pode se tirar de uma situação como essa?

Sem entrar em maiores detalhes: essa situação nos mostra que a todo momento podemos ser abordados - seja no trabalho, seja na vida cotidiana - por pedidos e interjeições que inicialmente não compreendemos ou simplesmente não conseguimos acessar com a agilidade necessária as melhores respostas a essas situações.

Dessa forma, entende-se que a capacidade de interagir, transmitindo idéias, conceitos, condutas e comportamentos que consideramos apropriados ou inapropriados, é reflexo de nossa própria reflexão a respeito do que podemos tirar de cada situação da vida.

Aprenda, portanto, a observar suas habilidades e tire o maior proveito delas. Assim, não desperdice nenhuma situação, por mais estúpida que possa parecer, pois ela servirá de treinamento e aprendizado contínuo no exercício de suas habilidades.

PARA O PRÓXIMO POST

Vamos continuar investigando situações reais que revelam modos de aproveitar ao máximo nossas habilidades e, ainda, elucidar com mais profundidade as características empreendedoras que existem em todos nós.

TRILHA SONORA DO POST





domingo, 6 de fevereiro de 2011

PERSONALIDADE, MERCADO E LINHA DO TEMPO

Hoje vamos nos aprofundar um pouco mais sobre os aspectos da personalidade que influenciam no processo decisório, assim como analisar alguns aspectos do mercado de trabalho atual e desenvolver a linha do tempo para organizar e refletir sobre nossas experiências.

ASPECTOS DA PERSONALIDADE

No último post vimos de maneira bem resumida os aspectos da personalidade que influenciam no processo decisório. Identificamos os introvertidos, os extrovertidos, os inibidos e os desequilibrados. Vale ressaltar que a personalidade de cada um agrega todos esses estilos de relação.
Ao perceber esses estilos como ângulos de um mesmo organismo, somos capazes de perceber os momentos em que somos introvertidos e aqueles em que somos extrovertidos, dessa forma, identificamos os aspectos, as variáveis que colaboram para um ou outro.
Essa percepção é um exercício constante de reflexão sobre escolhas, os motivos que a desencadearam e suas conseqüências.
Vale salientar que a reflexão sobre as escolhas deve contemplar um amplo esquema organizado de objetivos, procedimentos e resultados estimados (ex.: área de interesse - carreira, família, atividade física, etc. -, o que fazer, como fazer, onde e quando quero chegar).
Refletir sobre os motivos significa mergulhar no seu íntimo e pesquisar aquelas gavetas que não são abertas há algum tempo (necessidades emocionais, sociais e profissionais). Por conseguinte, organizar essas necessidades, dispondo-as em espaços (a utilização de cores para identificar e distinguir áreas de interesse é muito eficaz para canalizar energias e empregá-las em seu favor); ao fazer isso, as atividades e as escolhas ficam mais claras e objetivas, sendo possível perceber os recursos necessários para os atingimentos das metas em cada área de interesse.
Refletir sobre as conseqüências é um passo mais adiante, cujo efeito só é possível quando num circuito de escolhas, ou seja, na construção de um caminho profissional em que o indivíduo sinta alguma necessidade de aprimoramento. Portanto, analisar as conseqüências é refletir sobre o planejamento das metas, a organização e hierarquização das atividades, o real propósito da escolha que desencadeou todo o processo decisório.

Vê-se que é árdua a tarefa de investigar a personalidade e sua influência no processo decisório. Acrescente à complexidade do tema o desejo comum de todos nós de esclarecer esses processos psicológicos que constituem a personalidade.

O que se pode observar é a organização da personalidade em instâncias em constante interação e interferência, constituindo ininterruptamente um quadro ou estado de personalidade. Para isso, é preciso ter em mente que não há um estado perpétuo, pois que a personalidade está em constante movimento de assimilação e acomodação de novas experiências.

Essa constante modulação da personalidade varia de acordo com o momento de vida de cada um - podemos perceber com alguma clareza aqueles 'períodos' de nossa vida em que estávamos mais deprimidos ou mais excitados - e se configura em resposta ao meio interno e externo onde investimos nossa energia.

O meio interno se caracteriza pelos conceitos e imagens que consideramos ideais: pontos a serem atingidos, metas, sonhos, devaneios, etc.
O meio externo se caracteriza pelos bens e serviços que compartilhamos no dia a dia: valores sociais, símbolos, status, etc.

Pesquisar os aspectos da personalidade que influenciam no processo decisório é uma tarefa prioritária e deve ser atualizada constantemente.

PERSONALIDADE E MERCADO

Sem dúvida, conforme o momento de nossas vidas estamos mais ou menos propensos às mudanças do mercado de trabalho. Essa regulação entre o indivíduo e o mercado varia de acordo com o histórico de escolhas e suas conseqüências.

O mercado está em constante acomodação de novas formas de atuação, do surgimento de novos segmentos, da fusão e da cisão de segmentos. Pode-se afirmar que o mercado é um organismo vivo que responde às inovações geradas em grupos e organizações dos diferentes setores e segmentos.

A personalidade, assim como o mercado, está em constante acomodação de novos significados e tendências. Guiar a personalidade trata, basicamente, de encontrar as brechas no mercado para gerar alguma inovação - ou agregar algum valor - a um processo ou projeto sensível em diferentes áreas - economia, cultura, saúde, política, legislação, etc.

Encontrar essas brechas pode ser um longo e cansativo processo de análise e seleção de oportunidades, ou, pelo contrário, pode ser um rápido levantamento de variáveis e gerenciamento dos riscos associados às escolhas.

Identifcamos, portanto, a influência da personalidade no mercado - quando um grupo ou organização gera alguma inovação nos processos ou projetos sensíveis em alguma área - e a influência do mercado na personalidade - a valorização de certas áreas, o status associado à carreira, as perspectivas e investimentos em diferentes setores da economia.

É difícil encontrar-se neste caldo de interferências - seja no meio interno, com nossas necessidades emocionais e ideais pessoais, profissionais e sociais, seja no meio externo, com as demandas do mercado, as exigências sócio-culturais e as expectativas familiares. É verdade também que a falta de clareza e objetividade no processo decisório advém das muitas interferências do mercado na personalidade.
Esse movimento vivido em especial pela geração de 1980 - a partir das inovações tecnológicas, do surgimento da internet e das mídias sociais, da pulverização do poder de informar e criar conteúdo, etc. - desencadeou mudanças drásticas no modo de vida e na organização social, colaborando para um estado de confusão e, muitas vezes, de ostracismo devido à dificuldade em filtrar informações.

LINHA DO TEMPO

É um exercício simples e eficaz para identificar momentos de sua vida e resgatar projetos, organizar idéias e planejar o futuro.
Desenhe uma linha e defina a data de início. Não precisa ser o seu nascimento, pode ser antes. Destaque seu nascimento, as datas das primeiras recordações, com o que elas têm a ver, seus efeitos.
Faça uma lista abaixo de cada data marcante.
Observe a progressão das escolhas e consequente construção de um circuito.
Dê cor a escolhas e/ ou atividades que façam parte de um grupo comum.
Classifique seus grupos de acordo com as áreas de interesse - carreira, família, atividade física, social, etc.
Relacione fatos a pessoas que marcaram. Tente descrevê-las e reconhecer quais características te atraíram.
Tente se lembrar de eventos, simpósios, congressos, palestras, quaisquer atividades que marcaram de alguma forma, anote alguns nomes para reavivar a memória quanto ao conteúdo.
Observe o passado recente e destaque os últimos cinco anos de vida.
Relacione fatos, pessoas, atividades que marcaram, descreva mais detalhadamente as influências - no processo decisório e nos aspectos da personalidade.
Observe o momento atual, as portas que se abrem, os caminhos que almejas.
Se você ainda não possui datas para o futuro próximo, tais como provas agendadas, treinamentos, atividades diversas, trabalho, viagens, etc., prepare-se para gerenciar o tempo

GERENCIANDO O TEMPO

A linha do tempo serve como instrumento inicial para o gerenciamento do tempo nas diferentes tarefas e atividades que realizamos cotidianamente. Além de oferecer uma perspectiva mais clara e objetiva de nossas escolhas e seus efeitos na nossa vida, a linha do tempo colabora para organizar - estabelecendo categorias e níveis hieráriquicos entre tarefas, escolhas e atividades - e destacar - ao relacionar tarefas, escolhas e atividades a momentos de nossa vida - o tempo.

Um dado fundamental para entender como gerenciar seu tempo é saber que:

Gerencia-se o tempo no presente, com vistas ao futuro.

Isto é, o primeiro passo é saber que devemos gerenciar nossas escolhas presentes para que afetem positivamente em nosso futuro. Esse futuro pode ser dividido em três partes:

1. Curto Prazo - tarefas, escolhas e atividades pretendidas entre 6 meses e 1 ano;
2. Médio Prazo - tarefas, escolhas e atividades pretendidas entre 1 e 2 anos;
3. Longo Prazo - tarefas, escolhas e atividades pretendidas entre 2 e 4 anos.

O gerenciamento de tempo é relativamente fácil, já que sua organização se dá num plano mais ou menos ideal, onde as escolhas confluem para o sucesso e o meio externo favorece o resultado. Porém, sabemos que os acontecimentos aleatórios, as reações em cadeia aos acontecimentos, a perda momentânea de foco e atenção nos objetivos estratégicos, tudo isso influencia no planejamento e gerenciamento do tempo.

Não podemos desanimar! Pelo contrário, o desenvolvimento tecnológico, os aplicativos, as mídias sociais, a pulverização do poder de informar e criar conteúdo, tudo isso conflui para que o indivíduo conecte-se ao mundo e ao meio externo, gerando uma rede de relacionamento e compartilhamento de visões e objetivos.

Contudo, para fins pessoais de esclarecimento a respeito do processo decisório, da influência dos aspectos biopsicossociais e de como gerenciar o tempo em seu favor, sejamos simples.

Estabeleça pelo menos 2 objetivos a serem alcançados em curto, médio e longo prazos. Imediatamente observe em que área de interesse (carreira, pessoal, família, etc.) os objetivos se encontram. Para cada objetivo na área carreira procure estabelecer um objetivo em outra área. Note: caso seu planejamento exija dedicação exclusiva para atingir os objetivos, vá em frente! Dedique-se ao máximo para alcançar cada um de seus objetivos, sonhos, desafios, seja qualquer nome a esse ponto futuro que nos idealizamos.

Descreva o que será necessário fazer para atingir os objetivos. Destaque os recursos (financeiros, materiais e humano) envolvidos nas tarefas. Estabeleça relações entre as tarefas ou entre as atividades. Note: atividades reúnem tarefas, ou seja, as atividades correspondem a pontos de checagem quando certas tarefas forem realizadas. É uma maneira de manter atualizado qualquer dado, projeto, documento, etc.

Anote um caminho alternativo, caso seja imprescindível a mudança de trajeto. Porém, procure identificar todos os pontos críticos para alcançar os objetivos, mitigando seus efeitos e aproveitando melhor o tempo.

Organize semanalmente sua agenda, reveja datas importantes, o que deve ser feito, a qualidade do que pretende realizar.

De resto, reserve sempre aquele tempo para fazer nada, absolutamente nada. Nesse momento é quando nenhuma exigência, necessidade ou tentação é capaz de tirar-nos de nosso descanso. Esse descanso é fundamental para reenergizar o espírito e retomar as atividades cotidianas com mais vigor e foco.

PARA O PRÓXIMO POST

Vamos ver um pouco mais como a personalidade influencia no processo decisório e pode definir um caminho diferenciado na sociedade: o empreendedor.

Trilha sonora do post:

http://www.youtube.com/watch?v=90-SWwtpdZU&feature=related

domingo, 30 de janeiro de 2011

ECONOMIA, SOCIEDADE E TRABALHO

Como foi dito no BEABÁ DE JOBS AND CAREER, hoje 'analisaremos mais detalhadamente os aspectos humanos e sociais envolvidos no processo decisório, nas relações e interações do dia a dia, e em como manter uma postura ativa diante das situações de vida'.

Porém, como é de praxe, vamos iniciar o post com algumas informações relevantes para quem está iniciando seu caminho profissional ou quer construir uma carreira sólida e satisfatória - financeira, social e pessoalmente.

Portanto, como podemos tirar um maior proveito dos recursos disponíveis em uma economia?

Inicialmente,
é de suma importância qualquer pessoa estar atenta à economia de seu país

- pelo menos conhecer seus indicadores, PIB, Censo, FGV, Bovespa -,

conhecer sua história, manifestações culturais e regionais

- profundo conhecimento de sua localidade e conhecimento geral sobre as regiões e seus estados -,

identificar as relações de trabalho, suas hierarquias e caminhos de crescimento

- posicionar-se no mercado, abrir portas e enriquecer network.

Os três setores da economia, de certa forma, organiza a visão geral das relações de trabalho e seus espaços de interação. Sem dúvida, as relações de trabalho em empresas do setor primário são distintas das relações do setor secundário ou terciário.

Ter claro seu objetivo estratégico e suas metas profissionais é fundamental para decidir aprofundar-se em qualquer ramo. A escolha acertada do caminho profissional ou da carreira é um ingrediente valioso para a auto-realização e alcance de objetivos pessoais - seja comprar um imóvel, um carro, uma lancha, investir na bolsa, em títulos públicos, etc. 

Em http://www.suapesquisa.com/geografia/setores_economia.htm você terá acesso a informações sobre os setores da economia de maneira clara e objetiva.

Dependendo da área de escolha do profissional será fundamental aprofundar esses conceitos e suas relações em constante mudança.

PROCESSO DECISÓRIO

Para alguns escolher é simples como acordar de manhã e arrumar-se para trabalhar. Mas para muitos escolher não é tão simples, exige reflexão, análise das variáveis, pesquisa. 

Esse processo decisório acompanha o ser humano desde seus primórdios. As escolhas de 60 mil anos atrás exigiam menos reflexão e mais reação ao meio, adaptação e sobrevivência. O que aconteceu durante esses milhares de anos de suposta 'evolução' é a resposta ou o reflexo do aprimoramento humano em organizar-se em sociedade, hierarquizar processos em sua economia, julgar decisões políticas e construir o legado cultural e o patrimônio da humanidade. 

Essa construção ativa de conhecimento pertence ao ímpeto humano de criar e desenvolver técnicas, ferramentas que transformam o mundo e as relações comerciais e de trabalho. 

Aliado a esse desenvolvimento o ímpeto humano tem que organizar e planejar seus setores estratégicos e suas áreas de interesse. Do mesmo modo, o profissional tem que organizar e planejar sua estratégia para atingir seus objetivos. Vemos, portanto, que, tanto no nível macro quanto no micro, a estratégia, a organização e o planejamento são fundamentais para conquistar quaisquer objetivos.

ASPECTOS HUMANOS

Basicamente podemos citar o lado emocional-afetivo como principal regulador do processo decisório. Isto é, são as necessidades emocionais-afetivas que desencadeiam o processo decisório. A partir de uma sensação de incômodo, mal-estar ou indefinição, o indivíduo irá escolher o caminho a seguir na tentativa de amenizar ou solucionar aquele incômodo.

Saber lidar com as emoções é fundamental para um bom desempenho no trabalho e no alcance de objetivos. Uma atitude pró-ativa, determinação e perseverança são peças-chave para o sucesso. Contudo, isto não quer dizer que devemos tentar suprimir ou inibir as emoções no ambiente de trabalho. O que se deve buscar é a consciência das emoções e dos estados afetivos, identificando, por conseguinte, as variações de humor a que estamos todos subordinados.

Outro aspecto humano importante, vale dizer, é o potencial criador e inovador dos indivíduos. Numa sociedade global cada vez mais voltada para serviços (terceiro setor), a criatividade e a inovação são aspectos que hoje deixaram de ser simples adjetivos que colocamos na carta de intenção e constituem diferencial no mercado de trabalho.

Desde a solução de problemas até uma comunicação eficaz, a criatividade e a inovação fazem parte do cotidiano de todos e devem ser alimentadas continuamente através de cursos e técnicas próprias ao seu desenvolvimento e aperfeiçoamento.

ASPECTOS SOCIAIS

A influência dos aspectos sociais no processo decisório é clara e indubitável. Da valorização de determinada área ou setor, da herança familiar num ramo específico de negócio, do status conferido a certa profissão. Tudo isto influencia na maneira como o indivíduo identifica oportunidades e ameaças, as analisa e realiza seu planejamento profissional.

Outro aspecto social mais abrangente que influencia no processo decisório é o grau de amadurecimento da economia local e o quanto são determinantes os processos industriais e comerciais no desenvolvimento do mercado de trabalho em determinada localidade.   

ÁREAS DE INTERESSE

Para quem está apenas começando na vida profissional e já se pergunta sobre as oportunidades e opções mais valorizadas no mercado de trabalho atual, é crucial conhecer a organização das principais áreas de conhecimento científico.

A entrada no universo da formação técnica ou de ensino superior é etapa primordial no desenvolvimento futuro do profissional. A escolha de um curso é o primeiro passo para conquistar sua carreira. Por isso mesmo deve ser cercada de orientação e clareza de informações.

Pesquise as diferentes instituições de interesse, suas coordenações, centros de estudos aplicados, organograma dos cursos e, se possível, entre em contato com o coordenador ou algum professor.

Visitas aos campi e assistir aulas como ouvinte são dicas interessantes que podem acrescentar muito na identificação do curso e da instituição.

Se a dúvida for o que fazer, tente fazer o seguinte exercício: pergunte-se quem sou eu? Quais são meus interesses? Como é a minha personalidade? Quais são meus valores? Respondendo abertamente às questões, qualquer pessoa estará um pouco mais próxima de escolher com certeza e clareza necessárias para um caminho de sucesso e auto-realização.

Esse quadro pode ser enriquecido com uma planilha simples na qual podemos inserir objetivos (pessoais, profissionais, familiares, sociais, físicos, etc.) no tempo, estabelecendo maneiras para atingi-los e resultados esperados (aqui, pode-se ainda incluir um 'presente', algo que a pessoa pode se dar de presente caso alcance a meta, como uma recompensa).

Essa recompensa é fundamental para motivar e dar nova força na luta diária para atingir nossos objetivos pessoais e profissionais.

CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE

O conhecimento a respeito dos processos psicológicos envolvidos na vida das pessoas está cada vez mais acessível e desmistificado. A personalidade deixou de ser conceito científico para cair no vocabulário popular. Essa banalização do termo não colabora para a orientação profissional, originando um falso conhecimento sobre os processos envolvidos na constituição da personalidade individual.

Sabe-se, primeiramente, que dispomos de uma personalidade coletiva, na qual reunimos aspectos de nossa cultura e de nossos ancestrais. Carregamos predisposições e valores que atuam com uma dupla função : ajudar na esclarecimento das escolhas ou atrapalhar no processo decisório através de barreiras e obstáculos criados por nós mesmos.

Basicamente, precisamos observar na personalidade coletivas os aspectos que influenciam positivamente e negativamente nossas escolhas e o mercado que desejamos ingressar. Mais uma vez é fundamental coletar informações, pesquisar, organizar e planejar para que o processo decisório esteja de acordo com as metas pessoais do indivíduo.

As características da personalidade individual podem ser vistas, em grosso modo, da seguinte maneira:

Pessoas introvertidas - aquelas que refletem bastante, têm dificuldade em se expressar em público, preferem áreas mais exatas, cujo relacionamento interpessoal seja baseado em conhecimento técnico e validação científica, uma vez que o estudo aprofundado é característica básica do introvertido.

Pessoas extrovertidas - aquelas que se comunicam bem em público, carismáticos, refletem menos, preferem áreas mais humanas e sociais, cuja interpessoalidade se baseie na comunicação e no contato efetivo entre pessoas.

Pessoas inibidas - são aquelas que, assim como os introvertidos, refletem bastante antes de se expressar, porém, o inbido, mesmo com conhecimento técnico ou validação científica, procura evitar argumentos e confrontos de idéias. Evitam qualquer tipo de interpessoalidade e quando exigidos, agem de maneira quase imperceptível.

Pessoas desequilibradas - são aquelas que por motivos emocionais, biológicos e/ ou sociais, possuem grande dificuldade em coordenar suas escolhas durante a vida. As desequilibradas não necessariamente chamam a atenção, mas sua forma e seu processo decisório estão baseados em conceitos e atitudes muitas vezes inadequados à situação do mercado de trabalho ou das áreas de interesse do local.

Com esse breve resumo dos aspectos sociais e humanos relacionados ao processo decisório, somado ao levantamenteo de algumas características da personalidade, podemos fazer a deixa para o próximo post:

MOMENTO ATUAL DA CARREIRA E PONTO FUTURO

No póximo post iremos abordar primordialmente a identificação clara e objetiva do momento atual da carreira e o ponto futuro desejado pela pessoa.

Nesse sentido, disponibilizaremos de uma linha do tempo, muito útil para organizar experiências passadas, reacessá-las através de depoimentos e arquivos, e, acima de tudo, excelente ferramenta para planejamento de metas e objetivos estratégicos para sua carreira.

Não esqueça de deixar seu comentário. Sua opinião é fundamental para o aperfeiçoamento deste blog e do seu proprietário.



domingo, 16 de janeiro de 2011

BEABÁ DE JOBS AND CAREER

Hoje veremos de forma superficial, porém clara e objetiva, como organizar-se para a vida profissional e para atuar no mercado de trabalho.

No próximo post analisaremos mais detalhadamente os aspectos humanos e sociais envolvidos no processo decisório, nas relações e interações do dia a dia, e em como manter uma postura ativa diante das situações de vida.

CONCEITOS

O cenário atual do mercado de trabalho é vasto e diversificado, cujo estabelecimento e consequente desenvolvimento dependem estritamente da região e suas características econômicas: potenciais e recursos naturais, da indústria imobiliária, da construção civil, do agronegócio, dos hortigranjeiros, dos serviços e funcionalismo público.

Em grosso modo, pode-se ver que a oferta de trabalho se divide em:
1. Funcionalismo público;
2. Todas as outras formas de relação de trabalho: celetista, avulso, temporário e por prazo determinado.

http://www.ibge.gov.br/projetos/comite_estatisticas_sociais/?page_id=174 site do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Comitê de Estatísticas Sociais/ IBGE. Vá em Bases de Dados e pesquise a fundo por categorias de interesse.

Se você realmente gosta de pesquisar dados e avaliar riscos para investimentos e projetos, sem dúvida vai ficar animado com esse http://portalgeo.rio.rj.gov.br/indice/flanali.asp?codpal=1556&pal=TRABALHO%20E%20RENDA, em Pdf e Xls, tabelas, aplicativos, estudos, mapas e gráficos sobre Trabalho e Renda no Município do Rio de Janeiro.

OFERTAS

1. Funcionalismo público: oferece vagas para todos os níveis de educação (básica, médio, superior e técnico). Formalmente, para ser funcionário público é preciso ser aprovado em concurso público, executado por fundações, centros de pesquisa, estudo e seleção. Porém, o profissional pode ser contratado pelo Governo, como terceirizado, para prestação de serviços gerais de limpeza, cozinha e copa.

http://www.tcu.gov.br/Institucional/Legislacao/RJU/home.html Para informações sobre o Regime Jurídico Único dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais.

http://www.clubjus.com.br/?artigos&ver=3.934 Para o conceito de funcionário público de acordo com o Art. 327 da Constituição da República Federativa do Brasil, em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm.

Há dois tipos de contrato com a administração pública, o celetista e o estatutário. O primeiro respeita as mesmas regras do regime privado das relações de trabalho. Porém, oferece alguns dos mesmos privilégios do estatutário. Este é o funcionário de carreira, como dizem. Estabilidade após 2 ou 3 anos de estágio probatório, com direitos vitalícios e planos de ascensão e promoção.

Para informações em concursos públicos no Rio de Janeiro e no Brasil vá em http://www.folhadirigida.com.br/home2/WebForms/Default.aspx.

2. Todas as outras formas de relação de trabalho:

"O trabalhador celetista é aquele cuja relação de emprego é regida pela CLT, independentemente de o empregador ser do setor público ou privado.

Trabalhadores avulsos são, conforme definidos em lei: estivadores, alvarengueiros, conferentes de carga ou descarga, vigias portuários, amarradores, trabalhadores avulsos do serviço de bloco, trabalhadores avulsos de capatazia, arrumadores, ensacadores de café, cacau, sal e similares e trabalhadores na indústria de extração do sal, na condição de avulsos, que prestam serviços por meio de sindicatos.

São definidos como trabalhadores temporários, regidos pela Lei nº 6.019, aqueles que prestam trabalho a uma empresa para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente, ou ao acréscimo extraordinário de serviço.

Trabalhadores por prazo determinado, regidos pela Lei nº 9.601, são aqueles que podem ser contratados por um período máximo de dois anos, desde que esse tipo de contrato tenha sido previsto em convenção ou em acordo coletivo

Diante deste cenário repleto de oportunidades, vantagens e desvantagens, escolhas, força de vontade, auto realização e perseverança na realização e conquista de metas pessoais, profissionais e espirituais.

Para alguns é mais importante ter uma vida tranqüila, sem correria e estresse, com um dia a dia entre lazer e trabalho. Para outros é mais importante adquirir bens e acumular patrimônio financeiro, imobiliário e acionista.

Não há certo ou errado, melhor ou pior. O que importa é sentir-se realizado no trabalho que executa com suas mãos, mentes e ímpeto espiritual. Cada indivíduo busca realizar determinada obra, produzir algo no mundo, participar ativamente de sua construção. Obviamente, existem muitos níveis de expressão desse ímpeto. Há pessoas introvertidas, outras extrovertidas, impulsivas, contidas, inibidas e, sem dúvida, desequilibradas.

Observar os outros é como observar a si mesmo.

As diferenças e dificuldades da comunicação impõem grande desafio aos gerentes e gestores de empresas, negócios e projetos. Imagine como é difícil para uma empresa recrutar, selecionar e treinar um profissional para que ele trabalhe em prol das metas da empresa e de acordo com suas próprias metas pessoais. O salário adequado, o empenho no trabalho, as horas de trabalho e o crescimento na carreira são todos frutos da perseverância e determinação individual.
Perseverância e determinação que se expressam nas mais diversas formas: mantendo o mesmo emprego pelo resto da vida - com estabilidade e sem maiores preocupações - ou experimentando diferentes formas de atuação no mercado - com ou sem estabilidade, correndo mais riscos.
Alinhavar as metas pessoais do profissional com as metas da empresa é crucial para o grau de perseverância e determinação aplicadas no trabalho. Dessa forma, tanto o profissional - consciente de sua esolha - quanto a empresa - cônscia de sua necessidade - celebram um casamento de interesses.

Para o próximo post...

Processo decisório, suas influências e seus efeitos.

Vamos explorar os aspectos envolvidos no processo decisório para esclarecer áreas de interesse, características de personalidade, momento atual na carreira e ponto futuro.

Depoimentos e entrevistas com profissionais respeitados do ramo.

Não deixem de conferir http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1766&id_pagina=1 para informações sobre o Censo 2010. Informações fundamentais para qualquer apresentação e pesquisa de dados sobre o Brasil.

Trilha Sonora de hoje


e The freestyle Show - Disc 2, do Eminem. Excelente material que baixei via vuze - Eminem discography - com vários rappers em puro freestyle! Radio 1 UK - London


".

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CRIATIVIDADE, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Em artigo intitulado "A hora e a vez das indústrias criativas" - dia 27 de dezembro, 2010, no jornal O Globo - Helena Severo, cientista social, faz um relato sobre a importância de investimentos públicos em setores da economia cujo maior atrativo é o uso da criatividade e seus potenciais de inovação. A cientista traz exemplos de sucesso, tais como Espanha e Inglaterra, de como investir na criatividade e na inovação pode resultar num desenvolvimento econômico saudável e promissor.
Graças ao nosso tão querido site de pesquisa Google, pude coletar alguns dentre milhares de sites relacionados ao tema.
No intuito de enriquecer este assunto tão importante e trazer à tona diferentes pontos de vista sobre a questão, discuto aqui informações e opiniões dessas fontes:

Em http://industriascriativas.tripod.com/, o autor coloca que "a expressão “Indústrias Criativas” pode ser uma novidade no Brasil, mas é uma tendência mundial que atesta que estamos começando a mudar de uma economia puramente de serviços para uma economia que está baseada na criatividade."
Nesse sentido, pode-se incluir a crescente participação do comércio exterior nas mais diferentes economias, aproximando culturas e tendências na forma de multinacionais que procuram, cada vez mais, novas sedes ao redor do mundo.

No mesmo site, a força da criatividade e seu potencial inovador ficam evidentes quando "acredita-se firmemente que exista a criatividade em qualquer sociedade e que seja um recurso inato do ser humano. E, provavelmente, o mais potente, porque a criatividade desafia e questiona as formas, estruturas e hierarquias. Na verdade, ela cria novas formas e novas idéias." Esse conceito de criatividade traz como seu embrião a inovação de idéias e cadeias produtivas, posicionando as indústrias diante de novos paradigmas, cujo efeito pode significar sucesso ou fracasso. 

Para situar a relação entre criatividade, inovação e desenvolvimento econômico, é mister esclarecer que "as "Indústrias Criativas", portanto, são aquelas que têm sua origem na criatividade, habilidade e talento individuais, e possuem o potencial para a criação de riqueza e empregos através da geração e da exploração da propriedade intelectual." Contudo, não devemos fazer uma tradução literal do papel do indivíduo criativo, hábil e talentoso. Sem dúvida, alocar a mão de obra adequada nos cargos onde suas competências serão integralmente desenvolvidas é fundamental para qualquer empresa ou indústria. Ainda mais ao se tratar de "indústrias criativas", cujo maior asset é o potencial criativo de seus colaboradores. No entanto, devemos entender o indivíduo enquanto ser social, como organismo interativo e relacional, o qual desenvolve e aprimora suas competências em grupos.

Outro fator correlato ao desenvolvimento econômico e sua sustentabilidade diz respeito à "condição urbana criativa", (...) "geralmente negligenciada, especialmente por sua característica intangível e majoritariamente fora do alcance de ação ou mesmo influência direta das empresas". Depreende-se daí que a competitividade entre empresas, multinacionais ou não, depende tanto de fatores internos - relacionados ao seu potencial criativo e inovador - quanto de fatores externos - a capacidade das cidades em acomodar transformações geopolíticas em seu modus operandi. Essa condição urbana criativa está, portanto, diretamente relacionada ao desempenho de setores que invistam em criativade e inovação, e apostem na transformação do próprio tecido social em sua relação com os bens e serviços ofertados pelo mercado.

Sobre a influência das indústrias criativas na lógica produtiva, o autor destaca uma perspectiva mais indireta, na qual "cabe a essas indústrias produzir uma série de produtos e serviços que tornarão a condição urbana mais agradável", e uma perspectiva mais direta, na qual enfatiza que essas indústrias "são responsáveis pela movimentação de trilhões de dólares todos os anos". Para confirmar tal perspectiva, o autor acrescenta que "na Índia, a indústria cinematográfica rendeu mais de US$ 1,8 bilhão em 2006 e seu crescimento é esperado para US$ 4,4 bilhões até 2011." Nesse sentido, "a indústria mundial de tecnologia da informação, por sua vez, movimentou US$ 452 bilhões em 2005", e "as propagandas feitas na internet responderam por US$ 21 bilhões em 2007."

Fica evidente, portanto, a necessidade imediata de investir em criatividade e inovação. Além disso, faz-se crucial direcionar tais investimentos no curto, médio e longo prazo para a criação de cidades criativas, cujo potencial inovador, por um lado, fortaleça a economia nacional, e, por outro, renove a lógica produtiva no sentido de um crescente aprimoramento das indústrias e empresas que investem no capital humano como fator de destaque no mercado.

Acrescento, ainda, três links que podem interessar:


Em inglês, faz um ranking das cidades inovadoras ao redor do mundo. Excelente para consulta de dados e pesquisa sobre o assunto.



Artigo que discute o tema. Ponto de vista sobre elementos cruciais ao tema.

Indústrias Criativas e sua relação com a propriedade intelectual.
Incubadora da UFF, Escritório de Transferência de Conhecimento

Artigo da Universidade Federal Fluminense - UFF. Analisa e relaciona as indústrias criativas com a propriedade intelectual. Excelente material para consulta, com alto valor informativo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Feet on the Ground and Head at the Clowds

Born in the late 70´s, I´m part of the 'coca-cola generation', Atari, walkman and so many other revolutions through which society had lived until nowadays. It was only in 1997, when I started studying Psychology in college, that I first used the computer strictly to academic goals. Back in those days, I remember very well, there were just a few people who own 'the machines' in their homes, and those who had it were considered "lords in the land of the poors" (a brazilian portuguese saying for having what everybody doesn´t). Internet was still crawling, only to file, process and transfer institutional data. Twitter, Facebook, Google, MSN??? None of these existed and people would be gladly happy with a mobile phone that had a fair range of signal.
I don´t need to say how fast and painful were the changes that I experimented through college! Connections, providers, servers, users and, finally, 'internauts' started to show up in the surface.
Still in college I had a class about the influence of internet in people´s lives. Obviously, like any other freshman, I didn´t take seriously the teacher arguements (despite all her efforts to make it interesting!). Not that I didn´t pay attention nor put enough effort on it. Simply, I didn´t realize the revolution that was about to come. The teacher, a lady in her fifties, perceived from far away the changes that were coming. I was already part of the revolution, without knowing it.
But, after all, what does internet, digital revolution and the virtual world have to do with Careers and Professions?
Well, there are so many intersections between the new paradigm of virtuality and the job market. To start with the huge amount of new jobs created from the need of technological especialization and technical knowledge of computers and data network analysis. And the relation between the market and the digital world never stopped growing. From the creation of new jobs, we walked through the globalization of information, imediate access to news around the globe, chat-rooms, sites and domains in which you can find almost everything - from companies advertising services/ products and hiring people online, to personal profiles and institutions located in the end of the world.
It´s obvious, therefore, the transforming relation between internet and the job market. However, like any other revolution or transforming action, the velocity of those changes brought by the digitalized world caused consequences to people´s lives. Today it´s not easy to live without a mobilephone, who would say not having a profile on Facebook! The person who isn´t searchable in one of these domaines it´s soon treated like old-fashioned or, at the worse case scenario, as anti-social. That means, or you join or you join! It seems that are no other options for those who prefer a 'eye to eye' meeting to solve any issue.
Time and space - conditioning variables of life since human beings are considered humans - have grown in elasticity and virtual potential never seen before. This elasticity allowed us to interact in different levels of relationship with people in different time and space from ours. This virtual potential have driven us in different directions, different rhythms and frequences that search to conciliate personal, professional, family and social lives on the same time and space.
Certainly, there are many micro-revolutions caused by the digitalization and virtuality of life - and, therefore, of the two conditioning variables of life, time and space.
Their effects upon professional life are vast and worthy of a closer look:

1. Along with the development of new technologies and work tools, job options have increased together with courses offered by institutions, causing great confusion and anxiety over the thousands of freshmen starting college.
2. The velocity of sharing ideas and easy ways to obtain information online collaborate to a progressive isolation of people, once it´s no longer necessary to go anywhere to 'find things'.
3. The constant updating of services and gadgets operates a chain reaction of unleashed buying and a feeling of low self esteem if you don´t have the latest mobile equipment or if you don´t share the same gadgets thrown into the market.
4. The expansion of the virtual world configured a new model of professional success: you can sell a product or a service online for U$ 1.00, if you reach the right market on the web you´ll be a millionaire from night to day. That means, we created the model of "instant tangible success".
5. More and more people are searching for intelectualized jobs, which depend in great deal of abstract and logical-rational reasoning, interacting with machines instead of people, and leaving aside the affective and relational aspects envolved in the work.

The effects of virtuality and digitalization of society are vast. Far way from me to demonize or careless criticize this revolution which i´m part of and almost integraly support: I have a Facebook profile, I share Tweets and constantly use Skype to communicate with friends from abroad. No doubt, we need to observe the balance between the good and harm of using these technologies. A child who doesn´t play with others because she or he has fun only in front of the tv or with the latest games on Playstation, for sure, will have an introspective behaviour and, who knows, a certain amount of discomfort in social interactions.
However, one of the effects that really calls up to me is the professional choice.
I´ve always found great pleasure and a unmatchable feeling of self-realization with manual or handcrafted works. It would give me great satisfaction to see something built from scracthes of ideas and fragments of memory. Dreams had always being a very important part of my life, bringing images and ideas that, still today, I search to discover.
One of these dreams is working on vineyards, where the contact and relation with the Earth and its cycles give me a whole new perspective about time and space.
Today, life passes by fast in the great urban cities, where millions of people gather around pursuing the "dream" of success, of professional and personal achievements. However, they lose contact with their inner time-space and live upon the social rhythm of the companies they work for, trying to accumulate richness at all costs. Even if it means their lives.
We should, therefore, seek the balance between rhythms, between inner and external ambients, between ourselves and others. Intangible balance, unreachable, it´s dream and goal at the same time. To know more about how to find it, it´s simple: talk to to someone, face to face.

domingo, 26 de dezembro de 2010

PÉS NO CHÃO E CABEÇA NAS NUVENS

Nascido no final da década de 70, faço parte da geração coca-cola, do atari, do walkman e de tantas outras revoluções pelas quais a sociedade passou até chegar nos dias de hoje. Foi somente em 1997, ao ingressar na faculdade de Psicologia, que comecei a usar o computador para fins estritamente acadêmicos. Naquela época, me lembro bem, eram poucos que tinham a "máquina" em suas casas, e quem a tinha era visto como um "senhor na terra de vassalos". A internet ainda engatinhava, tão-somente para arquivamento, processamento e transmissão de dados institucionais. Twitter, Facebook, Google, MSN??? Nada disso existia e as pessoas se contentavam com um celular que atingisse uma cobertura digna do sinal.
Não preciso dizer quão velozes e aterradoras foram as mudanças que experimentei durante minha graduação! Começaram a surgir conexões, provedores, servidores, usuários e, finalmente, internautas.
Ainda na faculdade tive uma aula sobre a influência da internet na vida das pessoas. Obviamente, como todo marinheiro de primeira viagem, não levei muito a sério as discussões da professora (apesar de todos os seus esforços para tornar a aula interessante!). Isto não quer dizer que não prestava atenção ou que não me empenhava. Simplesmente, não percebia a revolução que se originava naquele exato momento. A professora, uma mulher chegando aos cinqüenta, percebia de longe as mudanças que estariam por vir. Eu já fazia parte da revolução, sem saber.
Mas, afinal, o que a internet, a revolução digital e o mundo virtual têm a ver com Carreiras e Profissões?
Ora, são muitas as interseções entre o novo paradigma da virtualidade e o mercado de trabalho. A começar pela imensa gama de empregos criados a partir da necessidade de especialização tecnológica e conhecimento técnico de computadores e redes de transmissão de dados. E as relações entre mercado de trabalho e mundo digital não pararam de crescer. Da criação de novos empregos, passamos pela globalização da informação, pelo acesso imediato às notícias ao redor do mundo, pelas salas de bate-papo, aos sítios e domínios onde encontra-se de tudo - de empresas anunciando serviços e contratando mão-de-obra via internet, à perfils pessoais e instituições de ensino localizadas nos confins do mundo.
É óbvia, portanto, a relação transformadora entre internet e mercado de trabalho.
No entanto, como toda revolução ou ação transformadora, a velocidade das mudanças acarretadas pela digitalização do mundo trouxe conseqüências para a vida das pessoas. Hoje não é fácil viver sem celular, quem dirá sem um perfil no Facebook. A pessoa que não se encontra num desses domínios é logo tratada como antiquada ou, no pior dos casos, como anti-social. Ou seja, ou você adere ou você adere! Parece não haver opção para aqueles mais adeptos do tête à tête ou do corpo a corpo para resolver algum assunto.
Tempo e espaço - variáveis condicionantes da vida desde que o ser humano se entende por gente - ganharam elasticidade e um potencial de virtualidade nunca vistos antes. Essa elasticidade nos permitiu interagir em diferentes níveis de relacionamento com pessoas em espaços e tempos distintos dos nossos. Este potencial de virtualidade nos impulsionou em diferentes direções, em diferentes ritmos e freqüências que procuram conciliar vida pessoal, profissional, familiar e social num mesmo tempo e espaço.
Certamente, são muitas as micro-revoluções causadas pelo advento da digitalização e da virtualidade da vida - de suas variáveis condicionantes, tempo e espaço.
Seus efeitos sobre a vida profissional são muitos e dignos de uma reflexão pormenorizada:

1. Com o desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas de trabalho, aumentaram as opções de trabalho e de cursos oferecidos pelas instituições de ensino, causando grande confusão e ansiedade nos milhares de "marinheiros de primeira viagem" que ingressam em uma faculdade.
2. A velocidade de compartilhamento de idéias e a facilidade de obter informações colaboram para um progressivo isolamento das pessoas, uma vez que não é mais necessário sair de casa para achar as coisas.
3. A constante atualização dos serviços e produtos digitalizados opera uma reação em cadeia de consumo desenfreado e sentimento de menos valia caso a pessoa não possua o último modelo de celular ou não compartilhe dos mesmos aplicativos lançados no mercado.
4. A expansão do mundo virtual configurou uma nova modalidade de sucesso profissional: você pode vender um serviço ou produto por R$1,00, se você atingir o segmento certo na internet estará milionário do dia para a noite. Isto é, criou-se a modalidade do "sucesso imediato tangível".
5. Cada vez mais as pessoas procuram trabalhos intelectualizados, os quais dependem em grande parte do raciocínio abstrato e lógico-racional, interagindo com máquinas no lugar de pessoas, e deixando de lado os aspectos afetivos e relacionais envolvidos no trabalho.

São inúmeros os efeitos da virtualidade e da digitalização da sociedade. Longe de mim querer demonizar ou criticar levianamente uma revolução da qual faço parte e apoio quase integralmente: tenho perfil no Facebook, participo do Twitter e faço uso constante do Skype para me comunicar com amigos do estrangeiro.
Sem dúvida, o que precisamos observar é o equilíbrio entre malefícios e benefícios originados pelo uso dessas tecnologias. Uma criança que não brinca com as outras por se divertir somente na frente da televisão ou dos jogos do PlayStation apresentará, de certo, um comportamento introvertido e, quem sabe, um certo desconforto em situações de interação social.
No entanto, um dos efeitos que mais me chama a atenção é a escolha profissional.
Eu sempre encontrei profundo prazer e um sentimento de realização inigualável em trabalhos manuais. Rendia-me grande satisfação ver algo construído a partir de idéias e fragmentos de memória. Os sonhos sempre permearam minha vida, trazendo imagens e idéias que hoje ainda procuro desvendar.
Um desses sonhos é o trabalho em vinhedos, onde o contato e a relação com a terra e seus ciclos dá uma nova perspectiva sobre tempo e espaço.
Hoje a vida passa corrida nos grandes centros urbanos, onde aglomeram-se milhões de pessoas perseguindo o "sonho" do sucesso, da realização profissional e pessoal. No entanto, perdem o contato com o tempo-espaço interno de suas vidas e vivem o ritmo da sociedade, das empresas, do acúmulo de riquezas a qualquer preço. Mesmo que seja o de suas vidas.
Devemos, portanto, procurar o equilíbrio entre os ritmos, entre o interior e o exterior, entre o si mesmo e o outro. Equilíbrio intangível, inalcançável, é sonho e objetivo. Para saber mais sobre como alcançá-lo, é simples: converse com alguém, olho no olho.