quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CRIATIVIDADE, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Em artigo intitulado "A hora e a vez das indústrias criativas" - dia 27 de dezembro, 2010, no jornal O Globo - Helena Severo, cientista social, faz um relato sobre a importância de investimentos públicos em setores da economia cujo maior atrativo é o uso da criatividade e seus potenciais de inovação. A cientista traz exemplos de sucesso, tais como Espanha e Inglaterra, de como investir na criatividade e na inovação pode resultar num desenvolvimento econômico saudável e promissor.
Graças ao nosso tão querido site de pesquisa Google, pude coletar alguns dentre milhares de sites relacionados ao tema.
No intuito de enriquecer este assunto tão importante e trazer à tona diferentes pontos de vista sobre a questão, discuto aqui informações e opiniões dessas fontes:

Em http://industriascriativas.tripod.com/, o autor coloca que "a expressão “Indústrias Criativas” pode ser uma novidade no Brasil, mas é uma tendência mundial que atesta que estamos começando a mudar de uma economia puramente de serviços para uma economia que está baseada na criatividade."
Nesse sentido, pode-se incluir a crescente participação do comércio exterior nas mais diferentes economias, aproximando culturas e tendências na forma de multinacionais que procuram, cada vez mais, novas sedes ao redor do mundo.

No mesmo site, a força da criatividade e seu potencial inovador ficam evidentes quando "acredita-se firmemente que exista a criatividade em qualquer sociedade e que seja um recurso inato do ser humano. E, provavelmente, o mais potente, porque a criatividade desafia e questiona as formas, estruturas e hierarquias. Na verdade, ela cria novas formas e novas idéias." Esse conceito de criatividade traz como seu embrião a inovação de idéias e cadeias produtivas, posicionando as indústrias diante de novos paradigmas, cujo efeito pode significar sucesso ou fracasso. 

Para situar a relação entre criatividade, inovação e desenvolvimento econômico, é mister esclarecer que "as "Indústrias Criativas", portanto, são aquelas que têm sua origem na criatividade, habilidade e talento individuais, e possuem o potencial para a criação de riqueza e empregos através da geração e da exploração da propriedade intelectual." Contudo, não devemos fazer uma tradução literal do papel do indivíduo criativo, hábil e talentoso. Sem dúvida, alocar a mão de obra adequada nos cargos onde suas competências serão integralmente desenvolvidas é fundamental para qualquer empresa ou indústria. Ainda mais ao se tratar de "indústrias criativas", cujo maior asset é o potencial criativo de seus colaboradores. No entanto, devemos entender o indivíduo enquanto ser social, como organismo interativo e relacional, o qual desenvolve e aprimora suas competências em grupos.

Outro fator correlato ao desenvolvimento econômico e sua sustentabilidade diz respeito à "condição urbana criativa", (...) "geralmente negligenciada, especialmente por sua característica intangível e majoritariamente fora do alcance de ação ou mesmo influência direta das empresas". Depreende-se daí que a competitividade entre empresas, multinacionais ou não, depende tanto de fatores internos - relacionados ao seu potencial criativo e inovador - quanto de fatores externos - a capacidade das cidades em acomodar transformações geopolíticas em seu modus operandi. Essa condição urbana criativa está, portanto, diretamente relacionada ao desempenho de setores que invistam em criativade e inovação, e apostem na transformação do próprio tecido social em sua relação com os bens e serviços ofertados pelo mercado.

Sobre a influência das indústrias criativas na lógica produtiva, o autor destaca uma perspectiva mais indireta, na qual "cabe a essas indústrias produzir uma série de produtos e serviços que tornarão a condição urbana mais agradável", e uma perspectiva mais direta, na qual enfatiza que essas indústrias "são responsáveis pela movimentação de trilhões de dólares todos os anos". Para confirmar tal perspectiva, o autor acrescenta que "na Índia, a indústria cinematográfica rendeu mais de US$ 1,8 bilhão em 2006 e seu crescimento é esperado para US$ 4,4 bilhões até 2011." Nesse sentido, "a indústria mundial de tecnologia da informação, por sua vez, movimentou US$ 452 bilhões em 2005", e "as propagandas feitas na internet responderam por US$ 21 bilhões em 2007."

Fica evidente, portanto, a necessidade imediata de investir em criatividade e inovação. Além disso, faz-se crucial direcionar tais investimentos no curto, médio e longo prazo para a criação de cidades criativas, cujo potencial inovador, por um lado, fortaleça a economia nacional, e, por outro, renove a lógica produtiva no sentido de um crescente aprimoramento das indústrias e empresas que investem no capital humano como fator de destaque no mercado.

Acrescento, ainda, três links que podem interessar:


Em inglês, faz um ranking das cidades inovadoras ao redor do mundo. Excelente para consulta de dados e pesquisa sobre o assunto.



Artigo que discute o tema. Ponto de vista sobre elementos cruciais ao tema.

Indústrias Criativas e sua relação com a propriedade intelectual.
Incubadora da UFF, Escritório de Transferência de Conhecimento

Artigo da Universidade Federal Fluminense - UFF. Analisa e relaciona as indústrias criativas com a propriedade intelectual. Excelente material para consulta, com alto valor informativo.

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